Pular para o conteúdo

Quer criar uma nova conta do Google Ads?

Você está prestes a criar uma nova conta do Google Ads. É possível ter várias campanhas na mesma conta sem precisar criar uma nova.

Quer criar uma nova conta do Google Ads?

Você está prestes a criar uma nova conta do Google Ads. É possível ter várias campanhas na mesma conta sem precisar criar uma nova.

A mesma paixão, novas regras: o futebol na era dos criadores

Homem de camisa azul e adolescente de camiseta mostarda assistem a uma partida de futebol pelo celular. O adolescente segura uma bola de futebol. Ao redor, ícones em verde de: microfone; play; e chuteira.

Há não muito tempo, partidas de futebol mobilizavam famílias e amigos em frente à televisão. A hora do jogo era sagrada: bastava colocar em uma emissora e acompanhar o jogo, torcendo, a favor ou contra, pelo time do coração ou rival.

Sim, o futebol continua sendo uma paixão nacional, dos times de várzea aos grandes clubes brasileiros. Mas muita coisa tem mudado na forma de produzir e consumir conteúdo relacionado a futebol no Brasil, e é sobre isso que vamos falar a partir de agora.

O Relatório de Cultura & Tendências: A Revolução do Futebol traz um panorama completo que mostra como criadores de conteúdo, torcedores e fãs estão mudando as regras do jogo.

Listamos, neste artigo, 4 mudanças fundamentais que precisam estar no seu radar. Confira:

Mudança 01: a descentralização da transmissão

Se antes a emissora X ou Y detinha, sozinha, os direitos de transmissão de um clássico, agora é diferente. Canais nascidos no YouTube — como GOAT e a CazéTV — já transmitem a Bundesliga, a Saudi Pro League, a Women’s Super League e outras competições de alto nível ao redor do mundo.

A CazéTV, que já transmite o Paulistão e o Brasileirão, foi ainda mais longe e garantiu os direitos de transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2026.

Não é coincidência: os criadores sabem onde está a sua audiência. Só em 2024, por exemplo, foram mais de 2 bilhões de horas de conteúdo de futebol assistidas no YouTube1. Já a cobertura das Olimpíadas de Paris pela CazéTV somou 43 milhões de usuários únicos no Brasil e 750 milhões de visualizações2.

Essa é uma tendência tão marcante que emissoras tradicionais, como TV Globo, ESPN e TNT Sports, estão transmitindo programas ao vivo e digital-first no YouTube também, seja para complementar suas grades ou para estender direitos que já tinham.

Ou seja: criadores abriram o caminho; as emissoras seguiram.

Mudança 02: conexão genuína e pautada pelo digital

A migração da audiência para o digital não apenas mudou a forma com que as pessoas assistem ao futebol, mas também a relação que elas mantêm com quem está do outro lado da transmissão.

Em plataformas digitais, a dinâmica costuma ser diferente: os criadores conseguem falar de futebol com profundidade, menos restrições e ditando o próprio ritmo. Dessa forma, podcasters, analistas, ex-jogadores e jornalistas passaram a se conectar ainda mais com seu público-alvo.

O resultado é que 56% dos fãs de esportes no Brasil preferem assistir a comentários esportivos de criadores, atletas e jornalistas online a acompanhar pela TV. No México, esse número sobe para 59%3.

Bons exemplos disso são canais como Flow Sport Club, Davoo Xeneize, Denílson Show e o canal do ex-jogador Romário, que transformam um assunto tão amplo como “futebol” em uma oportunidade de conexão autêntica e “ao nível do campo” com os torcedores.

Mudança 03: elevando o nível da torcida

Por muito tempo, torcer significava assistir. O torcedor estava do lado de fora do jogo, literal e figurativamente. Cabia a ele acompanhar, reagir e, no dia seguinte, debater na mesa do trabalho ou no grupo de WhatsApp.

Essa dinâmica mudou. Criadores de conteúdo passaram a ocupar um espaço inédito: vlogs em estádio, bastidores com jogadores, live-streams com chat em tempo real, vídeos de reação, desafios com atletas profissionais… Canais como Futebol pelo Mundo e Rivalidade FC constroem, a cada vídeo, uma arquibancada virtual onde torcer é também uma experiência coletiva.

Esse comportamento já se destaca no Brasil. Sete em cada dez fãs de esportes entre 14 e 49 anos assistem ou interagem com comentários e análises de criadores semanalmente4. Outros 82% interagem com conteúdo de torcedores compartilhando experiências em eventos ao menos uma vez por mês no YouTube5.

Mudança 04: inventando novos jogos e torcidas

Mas criar conteúdo não basta: também tem que participar. É por isso que criadores e fãs estão indo além e fundando suas próprias ligas e torneios, com as próprias regras e torcidas do zero. Existe público para isso, aliás: 67% dos fãs de esportes brasileiros afirmam gostar de assistir a eventos esportivos inventados por criadores6.

A Supercopa Desimpedidos, no Brasil, e a La People’s League, no México, são exemplos desse movimento. Mas a criação da Kings League, pelo ex-jogador Gerard Piqué, talvez seja o caso mais emblemático: regras definidas por votação nas redes sociais, times que acionam cartas de “armas secretas”, com power-ups inspirados em videogames... É o esporte totalmente alinhado a uma audiência digital-first.

E a resposta veio: em 2025, vídeos relacionados à Kings League acumularam mais de 900 milhões de visualizações no mundo todo7 – desse total, 326 milhões de visualizações são dos brasileiros8. Não por meio de direitos de transmissão milionários ou grade de emissora, mas pelo engajamento de comunidades construídas ao longo do tempo no YouTube.

Check-list para acompanhar a transformação

A paixão pelo futebol é inabalável. O que muda, a cada ciclo, é a forma como ela se manifesta entre a torcida.

Para profissionais de marketing e comunicação que querem acompanhar essa transformação e identificar oportunidades reais dentro dela, reunimos abaixo um check-list com os pontos essenciais que merecem atenção. Confira:

  • Amplie o mapa da mídia esportiva: criadores como CazéTV e GOAT já detêm direitos de transmissão de competições internacionais e da Copa do Mundo de 2026. Esse inventário é real, é relevante e abre novas possibilidades de presença para as marcas.
  • Valorize o contexto tanto quanto o alcance: comunidades construídas em torno de criadores têm alto grau de identificação e confiança. Esse ambiente oferece às marcas algo raro: a chance de aparecer no momento certo, para a pessoa certa, ao lado de uma voz que ela escolheu ouvir.
  • Explore o ao vivo no YouTube como ponto de contato: com 73% dos fãs brasileiros consumindo conteúdo esportivo de criadores semanalmente, as transmissões ao vivo na plataforma já fazem parte da rotina de consumo do torcedor.
  • Olhe para os novos formatos competitivos com atenção: Kings League, Copa Desimpedidos e iniciativas similares têm audiência, identidade e engajamento consolidados. São territórios com espaço para marcas que queiram construir presença de forma autêntica.
  • Pense em participação: o torcedor brasileiro quer fazer parte do jogo. Marcas que se posicionam dentro do ecossistema de criadores têm a oportunidade de criar experiências memoráveis, e não apenas comprar espaço dentro delas.
Bruno Telloli

Bruno Telloli

Culture & Trends Manager, Brasil

YouTube

Sources (6)

1 Dados internos do YouTube. Julho, 2024.

2 YouTube Analytics - Canal da CazéTV. Julho a agosto, 2024.

3 Google/SmithGeiger, Pesquisa YouTube Trends, MX Abrill 2025, N=738 internautas fãs de esportes entre 14-49 anos. Google/SmithGeiger, Pesquisa YouTube Trends, BR Abril 2025, N=1000 internautas fãs de esportes entre 14-49 anos.

4, 5, 6 Google/SmithGeiger, Pesquisa YouTube Trends, BR Abril 2025, N=1000 internautas fãs de esportes entre 14-49 anos.

7 YouTube data, Global, January 1 - August 31, 202

8 YouTube data, Brasil, Janeiro 1 - Dezembro 31, 2025.

Voltar ao topo da página