Houve um tempo em que a jornada de compra seguia uma lógica relativamente previsível. O consumidor descobria um produto, pesquisava, comparava opções e, então, tomava uma decisão.
Essa espécie de “linha contínua” já não dá conta de conter o comportamento atual do consumidor. Em vez de uma reta, o que vemos é um ciclo contínuo: as pessoas pesquisam, checam as redes sociais, exploram feeds, assistem a vídeos de inspiração e conferem o site da marca, tudo ao mesmo tempo.
A IA, nessas horas, desponta como uma aliada. Em vez de mera ferramenta de apoio, ela tem se tornado o ponto de conexão e convergência entre esses diferentes momentos, reduzindo fricções ao longo da jornada.
Um consumidor mais exigente e ativo
No Brasil, 87% dos consumidores usam o Google e/ou o YouTube diariamente1. Para além do alcance, esse dado reforça um padrão de comportamento característico do nosso tempo: a descoberta acontece de forma constante, integrada ao cotidiano.
Isso se traduz em jornadas menos previsíveis. Um vídeo pode despertar interesse por um produto, que é rapidamente identificado por meio de uma busca visual, avaliado em diferentes fontes e comprado no mesmo fluxo. A separação entre “pesquisar” e “comprar” se tornou, portanto, menos evidente.
É por essas e outras que a Busca e o YouTube assumem um novo protagonismo nas decisões do consumidor. Juntos, estão presentes em 84% das jornadas no Brasil em que consumidores relatam ter descoberto uma nova marca, produto ou varejista2.
Por isso, é importante que as marcas tenham em mente que, em vez de competir apenas por atenção, é muito mais relevante se mostrar útil no momento preciso em que o consumidor está construindo sua decisão.
A evolução da Busca e o novo papel do YouTube
A Busca do Google está em constante aprimoramento para acompanhar o novo comportamento dos usuários. Com o apoio do Gemini, as consultas evoluíram de uma palavra-chave específica para perguntas mais abertas, que podem ser formuladas em linguagem natural ou por meio de imagens e voz.
As buscas no Modo IA reforçam isso: elas são, em média, três vezes mais longas, indicando um processo mais exploratório e iterativo.
Percebemos, então, que Busca está se reposicionando na jornada do consumidor. Ela não atua apenas como uma fonte de informação, mas como um espaço onde as preferências começam a se formar. Não por acaso, 86% dos consumidores brasileiros afirmam estar abertos a experimentar novas marcas ao utilizar a Pesquisa3.
O YouTube entra em cena ao ampliar repertório e construir confiança. Os usuários passam, em média, 90 milhões de horas por dia consumindo conteúdos relacionados a compras4, e 87% dos brasileiros afirmam confiar nos criadores da plataforma5.
Busca e YouTube, portanto, se destacam para o consumidor como um ambiente integrado, no qual descoberta, consideração e decisão acontecem de forma contínua.
O avanço do comércio agêntico
A incorporação da IA também avança sobre a execução de tarefas complexas. Em vez de apenas apoiar a decisão, novas funcionalidades passam a atuar diretamente sobre necessidades dos usuários, como verificar disponibilidade de produtos, simular experiências ou facilitar etapas da compra dentro da própria interface.
Esse movimento aponta para o que chamamos de de comércio agêntico: um modelo em que a tecnologia não apenas informa, mas também atua em nome do consumidor.
Os sinais dessa relação entre consumidor e IA já são visíveis. Entre os brasileiros que utilizam o Modo IA para compras, 43% afirmam estar reduzindo o uso de outras ferramentas6, e o Google é consultado mais de duas vezes mais do que o ChatGPT em decisões de compra7.
Aprofunde seus conhecimentos
Trouxemos aqui uma síntese dos principais pontos apresentados no novo relatório: A ascensão dos consumidores turbinados: como alcançar os consumidores na velocidade da IA.
O material completo aprofunda esses dados, detalha os recursos e traz implicações práticas para diferentes estratégias de marketing.
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