Se 2025 foi o ano da experimentação, 2026 será definido pela integração. Pedimos a 10 líderes do setor de marketing — como CMOs, líderes e consultores de destaque — que identificassem o que está ganhando e perdendo relevância neste novo ano.
O veredicto? Segundo os especialistas, é hora de parar de pilotar no modo de sobrevivência e começar a integrar – a era dos testes desconectados e da disputa entre marca e performance acabou. Também não é mais suficiente apenas aplicar IA sobre processos legados.
Acontece que o desafio não é só interno. À medida que caminhamos para uma web “agêntica” — em que assistentes de IA fazem compras em nome das pessoas — a confiança se torna o grande diferencial.
Comece a escalar o que realmente importa, deixando o supérfluo de lado. É assim que as maiores referências do marketing sugerem navegar a transição de táticas fragmentadas para uma estratégia unificada e preparada para os agentes.
Veja, abaixo, as reflexões dos líderes consultados:
Mais importante: implementar uma estratégia de IA de ponta a ponta que funcione em escala e ajude a gerar impacto e resultados cada vez melhores para o CMO, demonstrando com clareza o poder e o valor de investir em marketing.
Menos importante: as velhas formas de fazer as coisas que impedem uma transformação profunda de ferramentas, processos e hábitos enraizados — que é necessária para estar à altura deste momento.
Mais importante: 2026 vai separar quem está usando IA de forma estratégica de quem ainda está experimentando em busca de eficiências pontuais. O sucesso depende da capacidade de uma marca de responder aos “agentes de compra” de IA em tempo real. Isso torna o pipeline de dados o ativo mais crítico de qualquer CMO. Para competir, os CMOs precisam garantir que a qualidade e a velocidade (latência) dos dados sejam altas o suficiente para alimentar esses sistemas autônomos em tempo real.
Menos importante: pare de perder tempo com o dual track — processos habilitados por IA rodando em paralelo aos legados. Simplesmente comprometa-se a usar agentes para escalar mais operações.
Mais importante: a marca importa mais do que nunca. À medida que humanos e agentes de IA navegam por um grande volume de opções, a confiança se torna a moeda principal para reduzir o risco nas decisões. O brand equity volta a ser um motor crítico de crescimento — desde que haja a paciência necessária para ver o impacto ao longo do tempo. Os profissionais de marketing que vão prosperar não serão definidos por especialidade ou geração, mas pelo apetite por aprendizado e agilidade — aqueles dispostos a superar métodos conhecidos para experimentar e evoluir junto com a IA.
Menos importante: o marketing de performance continua necessário, mas passará a ser parte do mix, e não vai mais desbancar a marca. Por outro lado, times isolados e tomadas de decisão sequenciais se tornam insustentáveis. Processos rígidos simplesmente são lentos demais. Sistemas integrados e adaptáveis precisam substituir os silos funcionais como uma necessidade competitiva, indo além da simples eficiência para garantir a sobrevivência a longo prazo em um cenário orientado por IA.
Mais importante: o novo canal será “eu e meu assistente de compras com IA”. A IA para o consumidor vai evoluir do “me explica isso” para se tornar um agente indispensável, aconselhando ativamente e executando compras. Haverá também um aumento nas interações por voz, tanto na loja física quanto online. Por isso, os profissionais de marketing precisam expandir sua definição de omnichannel para garantir que as marcas sejam visíveis e “prontas para responder” quando a IA pessoal do consumidor estiver fazendo recomendações. As plataformas de IA serão o novo terreno para a descoberta de marcas.
Menos importante: os profissionais de marketing vão depender menos de táticas de escassez artificial, como os “lançamentos por tempo limitado”. O cansaço do consumidor e a incerteza econômica fazem com que compras por impulso de alto valor, movidas por urgência artificial, percam apelo. Os clientes vão priorizar cada vez mais valor, utilidade e uma experiência de compra sem fricção — guiada pelo seu parceiro de IA.
Mais importante: o que importa mais é se preparar para um mundo agêntico. Isso exige construir uma infraestrutura de semântica de marca e estabelecer uma governança de exposição de dados para controlar acesso, retenção e ROI. Os profissionais de marketing também precisam priorizar a avaliação criativa nativa para agentes — pontuando pela compreensão dos modelos, e não apenas pelo apelo humano. Invista em inteligência de visibilidade agêntica para medir com que frequência os agentes surfam sua marca, como eles a ranqueiam e onde ela é excluída.
Menos importante: Estratégias de marketing que assumem que os humanos são os únicos tomadores de decisão vão perder relevância.
Mais importante: 2026 é sobre o poder do “e”. Aposentem a ideia de “marca ou performance”. Em 2026, é marca e performance. Se você não está construindo um funil completo em que a marca impulsiona as vendas e as vendas constroem a marca, você está dirigindo com o freio de mão puxado.
Os criadores também são os novos diretores de criação. Os criadores do YouTube estão reescrevendo as regras do engajamento — pare de tratá-los como apenas mais uma mídia a ser comprada. Se você quer relevância cultural, olhe para o YouTube.
Menos importante: pare de temer o AI slop (trabalhos malfeitos com IA). Os humanos faziam anúncios ruins muito antes dos robôs. A IA está aqui para matar a mediocridade, não para produzi-la em massa. Menos pânico com IA, por favor. A tecnologia muda rápido, mas o comportamento humano é teimoso. Seus clientes não estão sofrendo mutação. Não entre em pânico, desenvolva seu plano de IA e siga em frente.
Mais importante: a marca está de volta como motor de crescimento — turbinada pela tecnologia, mas diferenciada pela humanidade. Os vencedores vão se comportar como cultura, não como anunciantes. Em vez de casos de uso isolados, a IA vai redesenhar todo o sistema operacional do marketing. Do crescimento liderado por comunidade ao conteúdo que conquista atenção, o novo padrão é: se não ajuda, não encanta ou não vende de forma fluida, não vai sobreviver.
Menos importante: o pensamento focado apenas em performance e o funil linear tradicional vão perder relevância. Os “casos de uso” isolados de IA darão lugar a uma IA que transforma todo o sistema operacional do marketing. O funil tradicional se achata em momentos comprimidos onde marca, conteúdo e e-commerce convergem — transformando a forma como o trabalho é produzido, otimizado e mensurado de ponta a ponta.
Mais importante: pequenos ajustes em canais existentes já não são suficientes para gerar um crescimento significativo. Em vez disso, os anunciantes precisam abraçar uma visão mais ampla do que é possível fazer se quiserem transformar seus negócios de forma genuína. Isso significa ir além de “gastar mais” para investir em crescimento com base no mercado total endereçável. A maioria das marcas ainda não atingiu o investimento necessário nas ferramentas de IA para capturar esse potencial. Ao unificar Search e YouTube com IA, os anunciantes podem construir uma estratégia única que reflete o comportamento do consumidor moderno — que pesquisa, assiste, rola o feed e compra.
Menos importante: táticas fragmentadas que não capturam valor em cada ponto de contato com o cliente.
Mais importante: o marketing vai migrar da experimentação para a integração. Operacionalizar fluxos de trabalho com IA e otimizar para a realidade “zero clique” da busca por IA se tornam cada vez mais importantes. A autenticidade será, daqui em diante, a moeda principal. Priorize microcomunidades, influenciadores internos e experiências presenciais em vez de alcance massivo. Os profissionais de marketing deverão focar em brand equity de longo prazo e métricas de atenção, em vez de aquisição de curto prazo.
Menos importante: táticas vazias. Pense em promessas vagas de valor, proliferação de plataformas e campanhas com influenciadores de massa e audiências desengajadas. A era da automação no “configurar e esquecer” e da obsessão pela taxa de cliques tradicional está chegando ao fim. O sucesso está em estratégia liderada por humanos e potencializada por IA incorporada — com mais profundidade.
Mais importante: 2026 é o ano em que rompemos a barreira da velocidade no marketing. Precisamos nos reorganizar para uma realidade unificada e em tempo real, em que criação e otimização acontecem na mesma velocidade do comportamento do consumidor. Meu time já está provando esse futuro por meio de mensuração baseada em resultados. Trata-se de estar pronto para liderar, não apenas reagir, em um mundo agêntico.
Menos importante: precisão sem velocidade. Não podemos mais nos dar ao luxo de pilotos desconectados ou experimentos lentos. Se está fragmentado, está obsoleto.
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