Pular para o conteúdo

Quer criar uma nova conta do Google Ads?

Você está prestes a criar uma nova conta do Google Ads. É possível ter várias campanhas na mesma conta sem precisar criar uma nova.

Quer criar uma nova conta do Google Ads?

Você está prestes a criar uma nova conta do Google Ads. É possível ter várias campanhas na mesma conta sem precisar criar uma nova.

Jornadas no Modo IA: o que muda para marcas e consumidores?

Mulher de cabelos escuros sorrindo e fazendo uma transação no celular, com o cartão em mãos.

Pense em algo complicado e demorado que nós costumávamos fazer há alguns anos, como, por exemplo, planejar uma viagem. O roteiro envolvia dezenas de abas abertas, planilhas para comparar preços, checagem de reservas e uma vigilância constante para que nenhum detalhe ficasse de fora.

Hoje, esse processo parece a memória de um passado distante.

Após a consolidação da inteligência artificial como um “copiloto” para as mais diversas tarefas, o comportamento do consumidor brasileiro se transformou. Com 82% da população1 (e impressionantes 90% da Geração Z2) utilizando ferramentas de IA em suas rotinas, a tecnologia se tornou uma aliada indispensáve que organiza o caos cotidiano.

Por isso, durante o Re-Think with Google 2026, as discussões convergiram para um ponto em comum: não estamos mais apenas pesquisando e testando a inteligência artificial, mas, sim, operando no que chamamos de Modo IA.

Já notamos essa mudança no comportamento do consumidor. Em vez de ceder à sobrecarga cognitiva, presente em tarefas repetitivas de filtragem, comparação e organização, o brasileiro vai em busca da IA de sua confiança.

Isso pode ser observado, inclusive, na relação com o tempo: 83% dos usuários já percebem uma economia em suas agendas, 15% relatando uma recuperação de até 5 horas por semana3.

O que tudo isso nos mostra? Em primeiro lugar, que o consumidor não quer mais apenas um produto ou um link; ele quer resolver uma missão complexa, como planejar as férias da família ou organizar a festa de aniversário dos filhos.

Jornadas expandidas pela IA

É comum pensar que, com o apoio da tecnologia, as jornadas de compra deveriam se tornar mais curtas e “objetivas”, como uma linha reta. Mas não é exatamente assim; os dados mostram que, além de facilitar a pesquisa, a inteligência artificial está expandindo a inteligência do consumidor.

Este é o Paradoxo da IA: enquanto a ferramenta sintetiza o trabalho pesado (lendo centenas de reviews e comparando especificações técnicas, por exemplo), o usuário ganha fôlego para ser mais exigente.

Com a carga cognitiva reduzida, ele se sente seguro para explorar mais opções, fazer perguntas mais profundas e descobrir marcas que antes seriam ignoradas no ruído digital.

Essa mudança se traduz até mesmo na forma como brasileiro interage com a Busca:

  • O fim da palavra-chave única: as consultas no “Modo IA” são de 2 a 3 vezes mais longas4. No Brasil, 40% das buscas já possuem 5 palavras ou mais5.
  • Da intenção à missão: o consumidor não busca mais apenas um produto ou serviço; ele busca uma resolução. O antigo modelo de “comprar um tênis” deu lugar a pedidos mais complexos, como “encontrar um tênis de corrida para iniciantes com pisada pronada e amortecimento extra para asfalto”.
  • A jornada assistida: no último ano, 57% dos brasileiros utilizaram a inteligência artificial em alguma etapa de sua jornada de compra6. Como resultado, 71% afirmam que o processo ficou mais fácil7, e 80% dizem que foi mais rápido8.

Ou seja, não basta mais estar no topo do funil – é preciso ser a resposta exata para uma missão detalhada. O consumidor agora é um “curador-chefe": ele delega a triagem à IA, mas reserva para si o prazer e a responsabilidade da escolha final.

Da assistência à delegação

Enquanto observamos o crescimento no uso de IA para tarefas relacionadas a pesquisa e assistência, outra tendência desponta: o consumidor brasileiro se mostra disposto a delegar tarefas diretamente para os agentes de IA, em uma perspectiva futura.

Cerca de 18% afirmam que usarão agentes de IA frequentemente, mas mantendo a decisão final; já 13% se sentem confortáveis para delegar praticamente tudo, de forma automática9.

Por isso, de agora em diante, é importante que as empresas tenham em mente que, mais do que eficiência, é preciso construir uma Arquitetura da Confiança.

Infográfico “A Arquitetura da Confiança”.

Isso envolve oferecer transparência radical sobre as fontes de informação, garantir um “botão de segurança” para falar com um humano e permitir que o usuário interrompa processos automatizados a qualquer momento.

É justamente essa base de segurança que possibilita e pavimenta o caminho para o próximo grande salto da nossa relação com a tecnologia.

Um mundo agêntico se aproxima

Se hoje usamos a IA para iluminar o caminho e nos ajudar a escolher, o passo seguinte é ainda mais transformador e diz respeito a uma tecnologia executora. É o que chamamos de comércio agêntico.

Imagine que, em vez de receber uma lista de opções de restaurantes para celebrar uma ocasião especial, você pudesse simplesmente dizer: “Reserve uma mesa naquele restaurante que você me apresentou ontem”. Reserva feita, pagamento processado, comprovante no e-mail – tudo em segundos, sem dificuldade.

Essa transição para uma jornada em que agentes de IA orquestram tarefas complexas muda a lógica do jogo para as empresas. Estamos saindo do tradicional B2C (Business to Consumer) para o B2A (Business to Agent).

Isso significa que, em 2026, as marcas precisam ser atraentes para as pessoas, mas também precisam ser “legíveis” para a IA. Para que esse diálogo aconteça de forma segura e eficiente, surgem infraestruturas como o Universal Commerce Protocol (UCP) — um linguagem comum que permite que os agentes de IA “entendam” o estoque, os preços e os sistemas de pagamento das marcas.

Framework: colocando insights em prática

Para transformar o potencial da IA em resultados, é importante construir uma base que sustente tanto a precisão algorítmica quanto a decisão humana. Este guia prático foca em três pilares:

Infográfico onde se lê: “Dados: crie uma fundação de dados robustos para direcionar a IA. Mídia: use as principais soluções de IA de segmentação e criação na sua estratégia de mídia. Orçamento: aproveite todo o potencial de demanda com orçamentos flexíveis.”

Pilar 1: Dados

No modelo B2A, a marca deve ser capaz de “explicar” seu valor para os agentes de IA de forma tão eficiente quanto faz para os humanos. Se a IA não consegue processar os atributos do seu portfólio, sua marca pode estar invisível na fase de triagem.

Recomendação prática: estruturar informações de produtos e sinais de negócio através de ferramentas como o Product Studio. Isso garante que a IA compreenda o valor real das ofertas (ex: durabilidade, sustentabilidade, especificações técnicas complexas) e as transforme em metadados prontos para o Universal Commerce Protocol (UCP). O objetivo é garantir que a marca tenha a “embalagem digital” correta para ser processada pelos agentes.

Pilar 2: Mídia

Com o consumidor operando em missões complexas e consultas 2 a 3 vezes mais longas, o marketing de palavras-chave isoladas torna-se insuficiente. É necessário adotar soluções que acompanhem a expansão da inteligência da jornada.

Recomendação prática: implementar soluções nativas de IA, como Performance Max (AI Max) e Demand Gen, para capturar a intenção do “consumidor superpoderoso”. Essas ferramentas permitem que a marca esteja presente de forma fluida em múltiplos pontos de contato — da pesquisa técnica na Busca à validação visual no YouTube — adaptando criativos e lances em tempo real para atender à missão específica de cada usuário.

Pilar 3: Orçamento

Em uma jornada não linear, o orçamento não pode mais ser estático ou dividido por silos de canais. A fluidez da missão do usuário exige uma fluidez correspondente no investimento.

Recomendação prática: adotar modelos de mensuração avançados que considerem o impacto de longo prazo e a influência da IA na decisão final. A gestão orçamentária deve ser adaptativa, permitindo que o capital siga o deslocamento da demanda.

Isso significa que a alocação financeira deve ser orientada por resultados de negócio e pela dinâmica das missões, garantindo que a marca tenha fôlego para atuar tanto no “filtro lógico” da IA quanto na “validação emocional” do humano.

Na era da IA, fica a lição: o marketing não pode mais operar como um silo isolado.

O sucesso deste framework depende de uma colaboração intensa e contínua: o CMO deve trabalhar em simbiose com o CTO, para garantir a infraestrutura de dados, e com o CFO, para assegurar que o investimento siga a lógica da rentabilidade.

Rodrigo Chamorro

Rodrigo Chamorro

Head of Industry - Retail

Google

Thais Melendez

Thais Melendez

Program Manager at Google Campus for Startups

Google

Rodrigo Carvalho

Rodrigo Carvalho

Head de Produtos de Mensuração e Privacidade

Google

Fontes (2)

1, 2, 3, 6, 7, 8, 9 Google & Ipsos, Jornadas com IA, Jan 2026, 2.749, H-M, 18+, BR.

4, 5 Dados internos do Google.

Voltar ao topo da página