Levei minha mãe à Clínica do Dr. Saliciano, com a esperança que ela tinha de ser beneficiada pelo tratamento do mesmo.
De fato, ele é um médico super preparado. Mas, deixou muito a desejar em nossa avaliação da maneira de ele nos abordar.
Na primeira consulta, ele olhou para mim dos pés à cabeça. Não faço ideia por qual motivo. Durante as consultas (foram duas), o tom era sempre de muita "urgência". Até aí, tudo bem.
Porém, conforme minha mãe ia fazendo os exames. Ele começou a dizer que minha mãe estava num estado como uma "bomba-relógio". Que a qualquer momento pode explodir.
Não estamos questionando o método científico e profissional do Dr. Saliciano. Contudo, a situação foi ficando insustentável: uma das atendentes entrou em contato com minha mãe, reiterando que o caso era de "bomba-relógio". Enfim.
Eu como filho que cuido da minha mãe, tenho ouvido dela que ela está com medo de morrer a qualquer momento. A depressão dela piorou drasticamente. Ela está quase o tempo todo apreensiva.
Detalhe: Dr. Marco Zeroncio, gastroenterologista dela, inclusive, laureado por uma Universidade americana, sempre acalma minha mãe. Pois, os exames "vitais" estão em bons estados e sua Doença de Crohn está em remissão.
A questão aqui não é a formação acadêmica, não é o estado de saúde de minha mãe (que está relativamente bem) ou qualquer outra coisa desse tipo.
A questão é a falta de ética e cuidado com o paciente. Para se ter ideia, minha mãe tinha uma consulta com dermatologista no dia e horário da primeira consulta com Dr. Saliciano e foi sugerido por uma das atendentes, faltar a consulta com o dermatologista, pois, segundo ela, Dr. Saliciano poderia verificar esta questão (manutenção e prevenção de pré câncer de pele).
Quanto a mim, pergunto-me até hoje o porquê de eu ser "avaliado" dos pés à cabeça.
Não sendo injustos, o Dr. Saliciano é competente, simpático, prático e flexível.
Porém, na Ciência, lidamos com condições iniciais e finais. As condições iniciais eram uma mulher idosa doente e extremamente deprimida. E as condições finais são uma mulher idosa doente, mais deprimida do que antes, com medo de morrer, sem conseguir dormir por causa disso e sem esperança de "não explodir como uma bomba-relógio".