No APA 2026, aprendi que o diagnóstico de Alzheimer passou por uma mudança paradigmática em 2025: pela primeira vez na história, exames de sangue podem detectar biomarcadores da doença antes dos sintomas aparecerem. Isso representa uma virada na história da neurologia e da psiquiatria.
A implicação é enorme: a demência começa anos — às vezes décadas — antes do esquecimento visível. Sintomas comportamentais como apatia, irritabilidade, mudança de personalidade e perda de empatia podem ser os primeiros sinais da doença, muito antes de qualquer problema de memória. Reconhecê-los precocemente abre janelas terapêuticas que o diagnóstico tardio fecha.
Outro dado fundamental: neuropatologia mista é a regra — até 7 patologias concomitantes por caso. Alzheimer puro é menos comum do que se pensava. Isso exige avaliação especializada que vá além do rastreio cognitivo básico.
Acompanhar de perto o avanço da neurociência — como fiz ao longo do doutorado pela USP e agora no APA 2026 — é o que permite trazer essas mudanças para a consulta antes que cheguem aos consultórios em geral.
Se você ou alguém próximo apresenta mudanças comportamentais ou cognitivas, clique em Saiba Mais.
— Dr. André Boin | Psiquiatra | Doutor em Neurociências — USP