O diagnóstico não é uma receita de bolo; ele não vem pronto. Após a realização de um exame, é natural que exista ansiedade e a sensação de urgência — quem ama quer respostas para ontem. Frases como “eu não sei o que ele tem” não devem fazer parte do processo sem complemento/acolhimento, e ouvir o outro é parte fundamental da anamnese.
Mais importante do que a resposta imediata é a forma como ela é conduzida:
“Neste momento, ainda não sei exatamente o que ele tem, mas sei identificar sinais de gravidade. Ele está bem, ativo, hidratado e sem sinais de alerta. Temos tempo para investigar com segurança.”
Ou ainda:
“Os exames ficaram prontos, vou buscar o resultado agora.”
Por outro lado, falas como “não sei como funciona aqui”, “não sei onde está isso”, “o laboratório aqui é diferente”, “vou descobrir qual exame pedir” ou “não temos esse medicamento” passam insegurança em um momento delicado. Mesmo diante de limitações, a postura profissional exige condução, clareza e responsabilidade, buscando soluções e transmitindo tranquilidade.
Amadurecer, mudar, avaliar e evoluir fazem parte de qualquer processo. Acredito que, em outro momento, a experiência possa ser diferente e até trazer feedbacks positivos. No cenário atual, porém, não recomendaria o serviço.
Seja na saúde, no ambiente corporativo ou em qualquer tipo de tratamento, é inadmissível demonstrar desconhecimento do próprio ambiente de trabalho. Segurança e credibilidade começam pelo domínio do que se faz e de onde se está.
Agradeço o atendimento e desejo crescimento e aprimoramento profissional